GM pede intervenção da Justiça em negociação com sindicato em São José

Empresa quer suspender contratos de trabalho 'layoff' na montadora no interior de SP e acusa sindicato de 'intransigência'. Entidade exige que estabilidade seja item de acordo

19 ABR 2017   |   Por Jornalismo  |   13:31
Foto: Divulgação / GM
GM pede intervenção da Justiça em negociação com sindicato em São José
Empresa alega excedente de 1,6 mil trabalhadores

A General Motors pediu à Justiça para mediar um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos para adotar a suspensão dos contratos de trabalho 'layoff' na fábrica no Vale do Paáraíba. As negociações duram mais de um mês e a proposta foi apresentada aos trabalhadores em assembleia porque o sindicato recusou os moldes propostos pela montadora. A entidade diz ainda que negocia e que exige da multinacional estabilidade no emprego no retorno ao trabalho.

De acordo com o documento protocolado na última terça-feira (18) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) a empresa pede a mediação porque considera que o sindicato estaria 'intransigente com a negociação'. No pedido, a GM justifica que tem um excedente de 1,6 mil trabalhadores na unidade desde março e que a suspensão de contratos seria para adequação da mão de obra à demanda do mercado.

Nas reuniões, o sindicato exige que a montadora ofereça estabilidade no emprego após o fim do layoff, o que não teria sido oferecido como item no acordo sugerido pela empresa. A entidade alega ainda que que os lucros anunciados pela GM não justificam a adoção de tal medida.

No documento, a empresa alerta que a medida é 'urgente para não ter que tomar outras medidas' - não foram citadas quais. De acordo com o TRT, uma audiência entre as parte para negociação está marcada para a próxima quarta-feira (26), às 13h30, em Campinas.

A reportagem do G1 procurou o sindicato, que informou que ainda não foi notificado sobre a audiência, mas que vai participar e apresentar novamente a reivindicação de estabilidade. A GM informou que não vai comentar o caso.

 

Protesto

 

O impasse nas negociações foi motivo de protesto entre os trabalhadores. Cerca de mil funcionários fizeram um abaixo-assinado pedindo que o sindicato apresentasse a proposta da empresa em assembleia para que eles decidam.

À época a entidade justificou que ainda estava em fase de tratativas sobre os moldes do layoff, por isso não tinha levado o assunto para assembleia.

(Fonte: G1 / Vale do Paraíba)
















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