Prefeito de Taubaté diz que espera que 2017 seja o pior ano em termos de arrecadação

Um dos motivos do pessimismo, segundo o tucano, é a expectativa de queda na cota-parte do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços)

06 DEZ 2016   |   Por Jornalismo  |   11:28

Prefeito de Taubaté diz que espera que 2017 seja o pior ano em termos de arrecadação
Foto: Reprodução

O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), espera que 2017 será “o pior” ano de arrecadação de seu governo, iniciado em 2013. A declaração foi dada pelo tucano em entrevista concedida ao programa Conexão Popular, da TV Câmara, na semana passada.

Um dos motivos do pessimismo, segundo o tucano, é a expectativa de queda na cota-parte do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). “O ano base do ICMS é repassado pelo governo do Estado dois anos depois. E nosso ano base de 2015, que foi um ano duro de crise, é o ano de repasse de 2017”, disse. “O ano que vem não tenho dúvida que vai ser o pior”.

A cota-parte do ICMS representa hoje 26% do orçamento esperado para esse ano.
Outro fator que preocupa, segundo o tucano, é a alta na inadimplência dos tributos municipais. “A inadimplência de impostos municipais aumentou muito. A gente tem quase 25% a 26% de inadimplência”.

Crise. Desde que Ortiz assumiu, a prefeitura tem sofrido quedas sucessivas na arrecadação. Em 2013, a receita foi R$ 50 milhões abaixo do esperado. Em 2014, o déficit foi de R$ 120 milhões. Em 2015, foi de R$ 117 milhões. Em 2016, até agora, arrecadou-se R$ 730 milhões, apenas 68% do esperado para todo o ano (R$ 1,065 bilhão).

Nos anos anteriores, os principais investimentos em Taubaté foram feitos pelos governos federal e estadual --isso foi registrado em áreas como habitação, saúde e educação. Para 2017, a expectativa é que os recursos externos estejam mais escassos, já que Estado e União também apresentam queda na arrecadação.

Ortiz avalia que a situação seria pior se a prefeitura não tivesse cortado gastos desde o início da gestão. “Em 2013, em razão da prefeitura ter uma situação muito particular, que era quase falimentar, devendo para todo mundo, fizemos um ajuste muito rígido”, afirmou.

O tucano pretende priorizar duas áreas em 2017. “O que a gente faz para o ano que vem é apertar um pouco mais esse ajuste e fazer aquilo que é absolutamente prioritário ao cidadão: saúde e educação”.

Fonte: agoravale.com.br
















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