Greve dos caminhoneiros perde força na região

Grevistas começam a deixar concentrações ao longo da Dutra na RMVale

30 MAI 2018   |   Por Jornalismo  |   09:22
Foto: Pedro Ivo Prates/ Meon
Greve dos caminhoneiros perde força na região
Paralisação continua no décimo dia consecutivo na RMVale

A paralisação dos caminhoneiros completa o décimo dia consecutivo nesta quarta-feira (30) e, apesar das manifestações continuarem ao longo da Via Dutra, muitos motoristas começam a abandonar o movimento.  

Na RMVale, os caminhoneiros estão concentrados nas cidades de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba e Lorena. Não há trechos de bloqueio na rodovia.

No Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo),que estava com 10% de estoque, 20 caminhões chegaram nesta manhã com legumes, mas a situação ainda não é normalizada.Em supermercados da região ainda há o desabastecimento de hortaliças e frutas, além de carnes, ovos e pão de forma. Por conta da baixa porcentagem de produtos para comercialização no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o preço dos alimentos aumentou como é o caso do tomate e da batata que chegam a R$13 o quilo.

Em postos de combustível, mesmo com o reabastecimento com combustível no fim da tarde desta  terça-feira (29), ao décimo dia a situação ainda não se normaliza, pessoas chegam a ficar quase 2h em filas extensas para encher o tanque. A Revap (Refinaria Henrique Lage) de São José dos Campos, entrou em greve nesta manhã contra o aumento do combustível e a privatização da fábrica. 

Confira a cronologia da paralisação dos caminhoneiros na região:

1º dia - 21 de maio

Caminhoneiros param em todo o país em protesto contra o preço do diesel. Na RMVale, eles ficaram concentrados às margens da via Dutra em quatro cidades --Jacareí, Taubaté, Pindamonhangaba e Lorena.  Em alguns trechos, os caminhoneiros chegaram a ocupar acostamento em uma faixa da pista, sem bloqueio total da rodovia.

O protesto gerou congestionamentos. Como não houve interrupção do trânsito, a Polícia Rodoviária Federal não chegou a autuar os caminhoneiros, como determinava liminar obtida no dia 17 pela concessionária CCR NovaDutra, proibindo a paralisação parcial ou total da via expressa pelos caminhoneiros.  

2º dia - 22 de maio

Com 30 horas de duração, as manifestações permaneciam pacíficas e cumprindo a liminar de não interditar o tráfego na via expressa, ações essas que foram monitoradas pela Polícia Rodoviária Federal e concessionárias.

3º dia - 23 de maio

Em seu terceiro dia, todos os caminhões continuavam sendo parados nos acostamentos das rodovias pelos manifestantes, era visível a diminuição do tráfego nas estradas da RMVale, e começaram a surgir postos com os estoques de combustível chegando ao fim.

4º dia - 24 de maio

O impacto da falta de combustível afetou todas as cidades do Vale do Paraíba rapidamente, causando reflexo no transporte público, que começaram ter as frotas reduzidas. Além disso, escolas suspendiam as aulas e as prateleiras dos supermercados começaram a ficar vazias, aumentando o valor de frutas, verduras e legumes.

No fim do dia, o Governo Federal anunciou o fim da paralisação por 15 dias, após um acordo com os representantes dos caminhoneiros, em que teria sido definido a redução do valor do diesel nas refinarias em 10%.

5º dia - 25 de maio

Entretanto, o pronunciamento do acordo não surtiu efeito e os caminhoneiros seguiram parados em reivindicação a redução no valor final do diesel, como outros pedidos da categoria. E começaram a acontecer manifestações e atos em apoio aos caminhoneiros em diferentes cidades da região.

Em reação ao não cumprimento do acordo, o presidente Michel Temer (MDB) anunciou em pronunciamento o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas, como um plano de segurança para enfrentar o 'grave desabastecimento'.

6º dia - 26 de maio

Ainda sem acordo, a greve seguiu no sábado (26), com caminhoneiros parados em marginais, canteiros e postos de parada nas rodovias. E muitas pessoas seguiam em buca de postos com combustível, ficando mais de 24 horas em filas para garantir o abastecimento, porém, o último estabelecimento que realizava o atendimento de motoristas em São José chegou ao fim do estoque.

As tropas da 12ª Brigada de Infantaria Leve cumpriram a determinação presidencial, agindo na escolta de caminhões de abastecimento da Revap (Refinaria do Vale do Paraíba) e de serviços públicos, com objetivo de tentar normalizar os impacto da greve na região. Os helicópteros do Cavex (Comando de Aviação do Exército) tembém realizavam reconhecimento dos pontos de mobilização nas rodovias para planejamento das ações.

A Polícia Militar, em um acordo com o Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e a AVETP (Associação Vale-paraibana Empresas Transportes de Passageiros), iniciou um trabalho de escolta de caminhões-tanque com óleo diesel para o abastecimento das frotas de ônibus do transporte coletivo em todas as cidades da RMVale.

7º dia - 27 de maio

Uma semana após o início das paralisações por todo o país, os caminhoneiros seguem mobilizados, sem previsão de retomada das atividades e com apoio de parte da população e de outras categorias. Além disso, oficialmente é o primeiro dia sem algum posto de combustível com atendimento por todas as cidades da região.

8°dia-28 de maio

Apesar do pronunciamento do presidente Michel Temer, que  ofereceu uma redução de R$ 0,46 no litro do diesel na noite de domingo (27), a paralisação permaneceu firme às margens da Via Dutra.  O Exército inciou a escolta de caminhões na Revap (Refinaria Henrique Lage), da Petrobras, na zona leste de São José dos Campos, com o objetivo de garantir a produção e a segurança da unidade.  O Exército e a Polícia Militar também escoltavam caminhões-tanque das bases de distribuição da zona leste de São José dos Campos para prestadores de serviços públicos essenciais.

Fonte: Meon
















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