RMVale sofre queda no número de matrículas no ensino superior

Levantamento feito por entidade que congrega mantenedoras do ensino superior no Brasil mostra que maior parte do Vale do Paraíba apresenta uma redução superior à média estadual e nacional de novos matriculados

18 MAI 2018   |   Por Jornalismo  |   07:29
Foto: Divulgação
RMVale sofre queda no número de matrículas no ensino superior
Estudante universitário

As principais cidades da RMVale registraram queda no número de matrículas e ingressantes em instituições de ensino superior, ficando acima das médias registradas no Estado e no país.

Levantamento feito pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) divide as 39 cidades do Vale em cinco regiões, e mostra que apenas em Caraguatatuba, que reúne também Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, o saldo foi positivo. Os dados são referentes a 2016.

A região de Cruzeiro (que também conta com os municípios de Arapeí, Areias, Bananal, Lavrinhas, Queluz, São José do Barreiro e Silveiras) apresentou queda de 15,6% em matrículas de cursos presenciais.

Na sequência seguem as regiões de Taubaté (Campos do Jordão, Lagoinha, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Redenção da Serra, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São Luiz do Paraitinga e Tremembé), com -15,5%, São José dos Campos (Caçapava, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Monteiro Lobato, Paraibuna e Santa Branca), com -6,1% e Guaratinguetá (Aparecida, Cachoeira Paulista, Canas, Cunha, Lorena, Piquete, Potim e Roseira), com -2%.

Os dados mostram que o Estado teve queda de 4,5% no período, enquanto o país apresenta saldo negativo de 2,6%.

VARIAÇÃO.

A análise do Semesp é que a região em geral sofre com queda por ser uma área muito voltada para os cursos de Engenharia.

"Como ocorrido em 2012 e 2014, quando a região registrou crescimento superior ao de outras regiões devido ao bom desempenho dos cursos de Engenharia, agora, como as engenharias não vão bem, esse fator voltou a influenciar os percentuais de matrículas e de ingressantes, além da crise econômica e da redução na oferta de vagas do Fies [Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior]", afirma Rodrigo Capelato, diretor-executivo da entidade, que congrega mantenedoras de ensino superior do Brasil.

"Os cursos a distância têm sido muito interessantes para as pessoas que não tiveram a oportunidade de fazer um curso superior quando saíram do ensino médio", completa.

Fonte: OVALE
















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