Lavagem de dinheiro: setor imobiliário é um dos mais visados

O presidente do CRECISP José Augusto Viana Neto debateu esse assunto com os corretores, além de trazer dados importantes aos profissionais sobre as perspectivas do mercado para 2018

08 JAN 2018   |   Por Jornalismo  |   08:09
Foto: Ronaldo Junior Fotografia
Lavagem de dinheiro: setor imobiliário é um dos mais visados
Divulgação

No dia 31 de janeiro terminou o prazo para que corretores e imobiliárias de todo o país fizessem a comunicação de não-ocorrência ao Conselho de Controle de Operações Financeiras (COAF) sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro no segmento de imóveis. Com essa declaração, os profissionais informam que, no ano de 2017, não registraram nenhuma transação suspeita em sua rotina de trabalho.

Além disso, desde 2006, os corretores também estão obrigados a informar ao COAF todas as operações que julgarem suspeitas no decorrer de seus negócios, como por exemplo, a aquisição de uma propriedade por meio de grandes somas em espécie.

As informações são importantes porque norteiam os trabalhos do COAF e, também, fornecem indícios de negócios ilícitos à Receita e à Polícia Federal.

Somente em 2017, os corretores de imóveis e imobiliárias de todo o país comunicaram a ocorrência de 2.257 transações feitas em espécie, além de 688 negócios suspeitos no segmento imobiliário. Em 2016, os números foram de 1.716 e 829, respectivamente.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP), José Augusto Viana Neto, afirma que, por ser um setor atrativo para o desvio de grandes somas de valor, é essencial que haja uma colaboração cada vez maior dos corretores no combate a esse tipo de crime.

“Sempre que houver suspeita durante uma transação imobiliária, o profissional é obrigado a comunicar ao COAF. Isto é o que manda a lei. E o nosso objetivo é alertar corretores e imobiliárias para que mantenham o cadastro de seus clientes e façam essa comunicação”, diz José Augusto.

Segundo o presidente do CRECISP José Augusto o corretor estando envolvido numa transação que considere suspeita ele não fica impedido de fazer a transação, mas ele tem que comunicar o conselho de controle de atividades financeiras sobre aquela transação.

“Também vamos mostrar os resultados registrados por nossa Pesquisa que indicam um balanço positivo tanto para a venda quanto para a locação de imóveis em todo o Estado”, afirma José Augusto.

De acordo com o último levantamento do CRECISP, em outubro as vendas cresceram 3,04% em relação a setembro e as novas locações aumentaram 4,4%. Além disso, de janeiro a outubro, o saldo acumulado é positivo em 19,65% para as vendas e em 21,7% para a locação.

O principal setor que movimenta é o Minha Casa Minha Vida porque atende tanto o aspecto social quanto o aspecto econômico. “Investindo dinheiro na construção de imóveis populares está gerando emprego, renda para indústria de periféricos que vive em torno da indústria da construção civil. Com isso é certeza absoluta que nós vamos ter recursos a partir do início do ano para o Minha Casa Minha Vida”, afirma José Augusto.

A caixa está retornando no financiamento de até 80% do valor total do imóvel, com juros a partir de 7 pontos 82% para aquele pró-cotista do fundo de garantia. São taxas de juros baixos. “Eu acredito que se tudo isso permanecer firme, dentro de 2018, nós vamos ter um momento de grande recuperação da economia brasileira. E mais emprego porque quando a construção civil está aquecida, aquece inúmeras outras indústrias que dependem da construção civil para sobreviver”, afirma José Augusto.
















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