Justiça manda soltar ex-secretária de Aparecida acusada de desvio de recursos

Ela e outras duas mulheres foram presas há um mês e devem deixar a prisão nesta quarta-feira (6).

06 09 2017   |   Por Jornalismo  |   08:44
Foto: Divulgação
Justiça manda soltar ex-secretária de Aparecida acusada de desvio de recursos
Justiça manda soltar ex-secretária de Aparecida acusada de desvio público

A Justiça concedeu nesta terça-feira (5) um habeas corpus para que a ex-secretária da Família, Bem Estar Social e Mulher de Aparecida, a irmã dela e a ex-presidente de uma entidade social acusadas de usar recursos públicos para benefício próprio deixem a prisão. Elas foram detidas há um mês e devem sair da penitenciária feminina de Tremembé nesta quarta-feira (5).

Isabel Cristina Oliveira César dos Santos, a irmã dela, Solange de Oliveira César, e a ex-presidente da Associação de Assistência e Promoção Comunitária de Aparecida, Cláudia Cristina Mantovani, foram detidas, preventivamente, pelo crime de peculato no dia 4 de agosto.

Elas são acusadas pelo Ministério Público de terem gasto R$ 2,9 mil da Associação de Assistência e Promoção Comunitária de Aparecida para colocar gasolina nos próprios carros, entre 2013 e 2015. À época, Isabel era secretária da cidade e Cláudia, presidente da entidade. As verbas que abasteciam a entidade eram repassadas pela prefeitura.

A associação foi extinta neste ano. Isabel permaneceu como secretária da prefeitura até março.

Além do desvio de recursos públicos, a promotoria acusa a ex-secretária de ter atrapalhado as investigações, escondendo documentos, e ameaçado testemunhas, afirmando que seriam demitidas caso não aceitassem realizar as atividades por ela determinadas. Uma servidora relatou à Justiça ter assinado cheques em branco a mando da então secretária.

De acordo com o Ministério Público, Cláudia foi colocada como presidente da entidade por Isabel, que continuou, de maneira indireta, a comandar a instituição.

O advogado das três mulheres, José Dimas, negou as acusações e disse que elas ainda não foram ouvidas no processo. "O crime que se fala é o que o Ministério Público aponta, mas elas não foram ouvidas em nenhum momento, elas negam e vamos provar isso", disse ele.

(Fonte: G1)
















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