Taxa de mortalidade infantil é superior à média estadual em 17 cidades da região

Municípios registraram índices superiores a 10,9, média registrada no Estado.

05 09 2017   |   Por Jornalismo  |   08:34
Foto: Fernando Araújo/ O Liberal
Taxa de mortalidade infantil é superior à média estadual em 17 cidades da região
Taxa de mortalidade infantil em 17 cidades da região supera média do Estado

Em 17 cidades do Vale do Paraíba e região bragantina, a taxa de mortalidade infantil é superior a média registrada no Estado, de 10,9. Os dados se referem a 2016 e foram divulgados pela Fundação Seade nesta segunda-feira (4).

A taxa leva em consideração os óbitos de crianças até um ano de idade e relaciona o número com o total de nascidos. No Estado, a cada 1.000 nascidos vivos, 10,9 morreram. No Vale do Paraíba, o índice é de 10,2. Na região bragantina, de 9,1.

Esse índice é utilizado para analisar as condições de vida dos moradores de uma região, além de ser levado em conta em análises internacionais e utilizado para o planejamento de ações públicas. Os dados são colhidos pela Fundação Seade junto aos cartórios de registro civil dos municípios.

As quatro cidades com as piores taxas na região foram Lavrinhas, que registrou o índice de 30,9, seguida por Santo Antônio do Pinhal, com 26,7; Silveiras, com 26,3; e Areias, que registrou 25.

Em São José dos Campos, a taxa verificada foi de 9,1; em Taubaté, o índice foi de 10,6; e em Jacareí, de 11,1. Em onze municípios, não foi verificada nenhuma morte.

 

Estatísticas

 

A região vem seguindo a tendência nacional de queda na taxa de mortalidade. No Vale, em 2015, o índice era de 11,5.

Na região bragantina, a média da taxa em 2015 era de 9,8.

 

Prefeituras

 

A secretaria de Saúde de Areias informou que o caso de morte registrado em 2016 é referente a uma criança anencéfala.

A prefeitura atribuiu o índice elevado à questão do registro dos nascidos. Como a cidade não contar com maternidade pública, as grávidas recorrem a cidade de Cruzeiro para realizar os partos. Em Areias são feitos apenas partos urgentes, o que resulta em poucas crianças registradas na cidade. Um óbito, proporcionalmente, resultou no índice alto, de acordo com o governo.

A Prefeitura de Lavrinhas seguiu na mesma linha e informou, em nota, que "como não temos mil nascidos vivos, por ano, um óbito que venhamos a ter provoca um indicador alto, por isso chama a atenção."

(Fonte: G1)
















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